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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Batismo com o Espírito Santo e com Fogo




 Por Felipe Sabino de Araújo Neto

“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11).

A nossa intenção neste pequeno artigo não é analisar de uma forma geral o ensinamento antibíblico de um batismo com o Espírito Santo pós-conversão, defendido pelos pentecostais e neopentecostais. Antes, queremos atentar para a passagem acima e ver à luz das Escrituras o que significa o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” (vale ressaltar que esta é uma das passagens prediletas dos pentecostais e neopentecostais, a qual eles afirmam ensinar a necessidade de um revestimento de poder para os crentes após a conversão).

Tanto pentecostais como muitos reformados crêem que “o batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere ao batismo que os crentes genuínos recebem (é claro que a diferença quanto ao tempo desse recebimento e a extensão do mesmo é fundamental entre esses dois grupos). Mas o que diz “a Lei e o Testemunho”?

Primeiramente, vejamos o contexto da passagem:

7 - E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 - Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento 9 - e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 - E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. 11 - E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 - Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. (Mateus 3:7-12, ênfase adicionada).

Analisando cuidadosamente o discurso de João Batista, vemos que a expressão “batizará com o Espírito Santo e com fogo” refere-se a dois batismos distintos para duas classes de pessoas distintas:

- O batismo com o Espírito é para o trigo, ou seja, para aqueles que produziram, pela graça de Deus, frutos dignos de arrependimento. O trigo é recolhido no Seu celeiro em virtude de ser algo muito valioso, muito precioso.

- O batismo com fogo é para a palha, ou seja, para aquelas “árvores” que não produziram frutos, as quais serão cortadas e lançadas no fogo. Assim, a palha será separada do trigo, ou seja, os ímpios dos bons, e será queimada no fogo que nunca se apaga.

Além do mais, João Batista não estava se dirigindo aos discípulos dele ou de Cristo. Ao contrário, ele falava com os “fariseus e saduceus” que estavam querendo se batizar, sem demonstrar arrependimento. A esses ele diz: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?”. Certamente João Batista não prometeria um batismo com Espírito Santo para tais pessoas.

Portanto, ao invés do “batismo com fogo” ser uma promessa para os crentes, ele é uma frase expressiva dos terríveis julgamentos que Ele (Jesus) infligiria sobre a nação Judia e sobre todos quantos morressem impenitentes; quando Ele os condenará pelo pecado de rejeitá-Lo; e quando Ele aparecer como o “fogo do ourives” e como o “sabão dos lavandeiros” (Malaquias 3:2); quando “o dia do Senhor” vier “ardendo como forno” (Malaquias 4:1); quando Ele “limpar o sangue de Jerusalém”, Seu próprio sangue e o sangue dos Apóstolos e Profetas derramados nela, “do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor”; o batismo com fogo é o mesmo que a “ira vindoura”, com a qual os ouvintes de João Batista são ameaçados no contexto, na ocasião da qual as árvores infrutíferas “serão cortadas e lançadas no fogo” e a “palha” será queimada com fogo que nunca se apaga.

Aqueles que insistem em afirmar que o “batismo com o Espírito Santo e com fogo” se refere a um só batismo, experimentado pelos crentes, costumam apelas para Atos 2:3 como prova de sua teoria. Contudo, lemos assim nesse verso: “Apareceram línguas como de fogo, pousando sobre cada um deles”. Note que as línguas eram COMO de fogo e não DE fogo, ou seja, elas tinham apenas aparência de fogo. Além do mais, não vemos este ato repetido em numa parte da Bíblia. Até mesmo no batismo de Cornélio e de sua casa, o qual Pedro afirma ser o mesmo fenômeno experimentado por ele e os outros apóstolos, as “línguas como de fogo estão ausentes”. Poderíamos ainda dizer que se “línguas como de fogo” fosse cumprimento de “batismo com fogo”, esta promessa não é para nós, visto que ninguém, senão os 120 reunidos no cenáculo no dia de Pentecoste , experimentou isso em toda a história cristã.

É verdade que, como Calvino disse, é Cristo quem concede o Espírito de regeneração, e que, como o fogo, este Espírito nos purifica retirando a nossa imundícia. O Espírito tanto ilumina como purifica. Contudo, Mateus 3:11 não se refere a esta obra purificadora nos crentes, mas ao juízo final preparado para os ímpios. Portanto, concluímos com o puritano Dr. John Gill: “E como este sentido [o de julgamento para os ímpios] melhor concorda com o contexto, creio ser ele o genuíno; visto que João não está falando para os discípulos de Cristo, que ainda não tinham sido chamados, e que somente no dia de Pentecostes foram batizados com o Espírito Santo e com fogo, no outro sentido desta frase [no sentido de fogo como a obra da graça purificadora para os crentes – ver Isaías 6:6,7; Zacarias 13:9; Malaquias 3:3; 1 Pedro 1:7]; mas ele se dirigia aos Judeus, alguns dos quais tinham sido batizados por ele”.


Fonte: Monergismo
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Evangélicos Encontram-se no Meio de um Avivamento Calvinista

Por Mark Oppenheimer


Para aqueles que estão tristes com o fim do quiz de fim de ano, aqui está uma pergunta para começar 2014: Se você tivesse se unido a uma igreja que prega uma teologia da Tulip, isso significa que: a) o pastor coloca flores no pão da ceia; b) o pastor crê que as flores que surgem novamente toda primavera simbolizam a ressurreição; ou c) o pastor é um calvinista?
Como um número cada vez maior de cristãos sabe, a resposta é a letra “c”. O acrônimo [em inglês] resume as chamadas doutrinas da graça de João Calvino, com sua ênfase na pecaminosidade e na predestinação. O “T” significa a Total Depravação do homem. O “U” significa a Eleição Incondicional, que quer dizer que Deus já decidiu quem será salvo, independente de qualquer condição na própria pessoa, ou em qualquer coisa que ela possa fazer para conquistar sua salvação.
O acrônimo não fica mais animador depois.
O evangelicalismo está no meio de um avivamento calvinista. Números cada vez maiores de pregadores e professores ensinam as visões do reformador francês do século 16. Mark Driscoll, John Piper e Tim Keller — pregadores de megaigrejas e importantes escritores evangélicos — são todos calvinistas. A frequência em conferências e igrejas de influência calvinista está em alta, especialmente entre os fiéis nas casas dos 20 e 30 anos de idade.
Na Southern Baptist Convention (Convenção Batista do Sul), a maior denominação protestante dos Estados Unidos, a ascensão do calvinismo provocou discórdia. Em 2012, uma pesquisa abrangendo 1.066 pastores batistas do sul conduzida pela LifeWay Research, um grupo sem fins lucrativos associado à Southern Baptist Convention, 30% consideraram suas igrejas calvinistas, enquanto que 60% estavam preocupados “com o impacto do calvinismo”.
Calvinismo é uma orientação teológica, não uma denominação ou organização. Os puritanos eram calvinistas. Os presbiterianos são provenientes dos calvinistas escoceses. Muitos batistas primitivos eram calvinistas. Mas no século 19 o protestantismo se moveu em direção à crença não-calvinista de que os seres humanos devem consentir com sua própria salvação —  uma crença otimista e americana por excelência. Hoje, nos Estados Unidos, uma grande denominação (a Presbyterian Church in America) é assumidamente calvinista.
Mas mais ou menos nos últimos 30 anos, os calvinistas têm ganhado proeminência em outros ramos do protestantismo e em igrejas que costumavam dar pouca importância à teologia. Em 1994, quando Mark Dever foi entrevistado na Capitol Hill Baptist Church, uma igreja batista do sul em Washington, o comitê de seleção nem mesmo teve que pergunta-lo a respeito de sua teologia.
“Então eu disse: ‘Deixe-me pensar no que vocês não gostariam em mim se soubessem’”, lembra Dever. E lhes contou que ele era um calvinista. “E eu tive que explicar para eles o que isso significava. Eu não queria que minha família se mudasse para cá e eu acabasse perdendo o emprego”.
Dever, 53, disse que quando assumiu em 1994, cerca de 130 membros frequentavam aos domingos, e a idade média deles era entre os 70 anos. Hoje igreja recebe cerca de 1.000 fiéis, com uma idade média entre os 30 anos. E embora Dever tenda a não mencionar Calvino em seus sermões, seu educado público, muitos dos quais trabalham na política, sabe e gosta do que está ouvindo.
“Penso que é perceptível em seu ensino”, diz Sarah Rotman, 34, que trabalha para o World Bank. “O foco real é na Escritura, e que todas as respostas que buscamos nesta vida podem ser encontradas na palavra de Deus. Em muitas de suas pregações, ele realmente fala sobre nossa pecaminosidade e nossa necessidade do Salvador”.
Tal foco na pecaminosidade difere muito do evangelicalismo popular dos últimos anos. Ele corre na contramão dos pregadores do “evangelho da prosperidade”, que insinuam que a fé pode tornar uma pessoa rica. Ele não soa nada como as afirmações que apelam às emoções de pregadores e escritores como Joel Osteen, que tratam a Bíblia como um livro de autoajuda ou um guia para melhorar os negócios.
“O que você ouve em algumas megaigrejas é: ‘Deus quer que você seja um bom pai, e aqui há sete formas em que Deus pode lhe ajudar a ser um bom pai’”, diz Collin Hansen, autor de “Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey With the New Calvinists” [“Jovens, Incansáveis, Reformados: A Jornada de um Jornalista com os Novos Calvinistas”]. “Ou: ‘Deus quer que você tenha um bom casamento, então aqui estão três maneiras de fazer isso’”. Em contraste, Hansen diz que aqueles que frequentam igrejas calvinistas querem que o pregador “fale sobre Jesus”.
Alguns não-calvinistas dizem que a ascensão do calvinismo foi alcançada, em parte, através de métodos sorrateiros. Roger E. Olson, um professor da Baylor University e autor de “Contra o Calvinismo” (Editora Reflexão), é o crítico mais franco do calvinismo.
“Uma das preocupações é que novos formandos de certos seminários batistas tenham se infiltrado em igrejas que não são calvinistas, e não contando às igrejas ou aos comitês de seleção, que não são calvinistas”, diz o professor Olson. De acordo com o que ele ouviu, jovens pregadores “esperam vários meses e depois começam encher a biblioteca da igreja com livros” de calvinistas como John Piper e Mark Driscoll. Eles criam turmas especiais com tópicos calvinistas, diz ele, e colocam na liderança da igreja aqueles que são calvinistas como eles.
“Frequentemente a igreja acaba se dividindo, com os não-calvinistas começando sua própria igreja”, diz o professor Olson.
Em sua reunião anual em junho, a Southern Baptist Convention recebeu um relatório de seu Comitê Consultivo de Calvinismo, que abordou acusações tanto de preconceito anticalvinista dentro da denominação quanto de má fé de calvinistas.
“Devemos esperar que todos os candidatos para posições ministeriais na igreja local sejam completamente sinceros dispostos quanto às questões da fé e da doutrina”, diz o relatório.
Embora muitos neocalvinistas mantenham-se longe da política, eles geralmente tomam posições conservadoras quanto às Escrituras e a questões sociais. Muitos não creem que as mulheres devam ser pastoras ou presbíteras. Mas Serene Jones, presidente do Union Theological Seminary, diz que a influência de Calvino não era limitada aos conservadores.
Cristãos liberais, incluindo alguns congregacionalistas e presbiterianos liberais, podem também assumir outros aspectos dos ensinos de Calvino, diz a Dra. Jones. Ela mencionou a crença de Calvino de que o “engajamento cívico é a principal forma de obediência a Deus”. Ela adiciona que, diferentemente de muitos conservadores de hoje, “Calvino não lia a Escritura literalmente”. Frequentemente Calvino “está citando-a incorretamente, e ele inventa passagens da Escritura que não existem”.
Brad Vermurlen, um aluno bacharel da Universidade Notre Dame escrevendo uma dissertação sobre os novos calvinistas, diz que a ascensão do calvinismo foi real, mas que a comoção deve diminuir.
“Dez anos atrás, todos falavam da ‘igreja emergente’”, diz Vermurlen. “E cinco anos atrás, as pessoas estavam falando da ‘igreja missional’. E agora do ‘novo calvinismo’. Eu não quero dizer que o novo calvinismo seja uma mania, mas me pergunto se é uma daquelas coisas que os evangélicos americanos querem falar a respeito por cinco anos, e depois continuar vivendo suas vidas e plantando suas igrejas. Ou é algo que veremos daqui a 10 ou 20 anos?”


Tradução: Alan Cristie
Fonte: Voltemos ao Evangelho

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

8 Maneiras Proveitosas de Ler a Bíblia


Por J. C. Ryle


1. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo. A maneira de se fazer algo – é fazendo; e a maneira de se ler a Bíblia – é realmente lendo-a! Não é meramente querendo, ou desejando, ou decidindo, ou pretendendo, ou pensando sobre isso – assim você só avançará um passo. Você deve de fato ler. Não há um “caminho dourado” para esse assunto, assim como não há para a oração. Se você não sabe ler, convença alguém a lê-la para você. De uma maneira ou de outra, através dos olhos ou ouvidos – as palavras das Escrituras precisam passar pela sua mente.

2. Leia a Bíblia com um desejo profundo de entendê-la. Não pense, nem por um momento, que a grande questão é virar certa quantidade de papel impresso, sem importar se você entende ou não. Algumas pessoas ignorantes parecem imaginar que se eles avançaram tantos capítulos por dia, sua tarefa está feita, apesar de não terem noção sobre o que foi lido. Só sabem que avançaram o marcador de livros algumas páginas para frente. Isso é transformar a leitura da Bíblia em um mero ritual. Guarde isso na sua mente como um princípio geral: uma Bíblia que não é entendida é uma Bíblia que não faz nada em sua vida! Diga a você mesmo constantemente enquanto você lê, “De que se trata tudo isso?”. Busque o significado como um homem busca por ouro.

3. Leia a Bíblia com a fé e humildade de uma criança. Abra seu coração à medida que você abre o livro de Deus e diga: “Fala, Senhor, pois teu servo está ouvindo!”. Decida implicitamente acreditar em qualquer coisa que você encontre lá, não importa o quanto seja contrário aos seus próprios desejos e preconceitos. Decida receber no coração cada afirmação da verdade, quer você goste ou não. Fique atento àquele hábito miserável no qual alguns leitores da Bíblia caem – eles aceitam algumas doutrinas porque gostam delas, e rejeitam outras porque elas os condenam, ou condenam algum parente ou amigo. Dessa forma, a Bíblia é inútil! Somos juízes sobre o que deve estar na Palavra de Deus? Sabemos melhor do que Deus? Guarde em sua mente: você receberá tudo e crerá em tudo, e aquilo que você não for capaz de entender, você aceitará que é verdade mesmo assim. Lembre, quando você ora, você está falando com Deus, e Deus o ouve. Mas lembre também, quando você lê as Escrituras, Deus está falando com você, e você não deve “ordenar”, mas ouvir!

4. Leia a Bíblia com um espírito de obediência e autoaplicação. Sente para estudá-la com uma determinação diária de que você viverá por suas regras, descansará em suas afirmações e agirá de acordo com seus mandamentos. Considere, à medida que navega por cada capítulo. “Como isso afeta meu pensamento e minha conduta diária? O que essa passagem me ensina?”. É um trabalho pobre ler a Bíblia por mera curiosidade e propósitos especulativos para encher sua mente com meras opiniões, porque você não permite que o livro influencie seu coração e sua vida. A Bíblia que é mais bem lida é aquela que é mais praticada!

5. Leia a Bíblia diariamente. Faça com que a leitura e meditação de algum trecho da Palavra de Deus sejam parte do seu dia a dia. Meios particulares de graça são tão necessários diariamente para nossas almas como alimento e vestimenta são para nossos corpos. O pão de ontem não alimentará o trabalhador hoje; e o pão de hoje não alimentará o trabalhador amanhã. Faça como os Israelitas no deserto. Pegue o seu maná fresco a cada manhã. Escolha a parte do dia e os horários. Não atropele sua leitura, apressadamente. Dê a sua Bíblia a melhor e não a pior parte do seu tempo! Mas qualquer que seja o plano que você use, faça da visita ao trono da graça e a Palavra de Deus uma regra da sua vida para todos os dias.

6. Leia toda a Bíblia – e a leia de uma maneira ordenada. Temo que haja muitas partes da Palavra que algumas pessoas nunca lêem. Para dizer o mínimo, isso é um hábito muito presunçoso. “Toda a Escritura é útil” (2 Timóteo 3.16). Esse hábito é o causador da falta de uma visão balanceada da verdade, tão comum hoje em dia. Algumas pessoas lêem a Bíblia como um perpétuo sistema de “mergulhar e pegar”, como aperitivos. Eles parecem desconsiderar a possibilidade de avançar regularmente por todo o Livro.

7. Leia a Bíblia de forma justa e honesta. Decida considerar tudo em seu significado claro, óbvio, e considere com muita suspeita todas as interpretações forçadas. Como uma regra geral, o que um verso da Bíblia parece significar – é o que ele significa! Uma regra bastante valiosa é: “A maneira correta de se interpretar a Escritura é considerá-la como a encontramos, sem nenhuma tentativa de forçá-la a um sistema teológico particular.”

8. Leia a Bíblia com Cristo continuamente em perspectiva. O grande e primário objeto de toda a Escritura é testificar sobre Jesus! As cerimônias do Antigo Testamento são sombras de Cristo. Os juízes do Antigo Testamento são tipos de Cristo. As profecias do Antigo Testamento estão cheias dos sofrimentos de Cristo e de Sua Glória ainda porvir. A primeira e a segunda vinda, a humilhação do Senhor e Seu reino glorioso, Sua cruz e sua coroa brilham intensamente em toda a Bíblia. Segure-se firme nisso, e você lerá a Bíblia corretamente.

Eu poderia facilmente adicionar mais dicas, se mais espaço fosse permitido. Apesar de poucas e curtas, você perceberá que elas são mais proveitosas quando postas em prática.



Tradução: Alex Daher
Fonte: Reforma 21